terça-feira, 24 de outubro de 2017

Jovem vai a prisão terminar namoro e é morta por pelo detento

A jovem Talita Karen Miranda Ferreira, 24 anos, foi morta por estrangulamento quando visitava o ex-namorado no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Santo André, na tarde deste sábado (21). O autor do crime é o detento Thiago Santos Brasileiro, que estava na unidade prisional havia cerca de quatro meses, mesmo tempo de início do relacionamento do casal. Ele foi autuado por feminicídio.
A família de Talita está abalada com o ocorrido. Uma das primas da jovem disse, em uma página de rede social, que Talita “infelizmente hoje virou estatística.”
Ainda de acordo com o relato, a prima da vítima informou que a jovem vivia um relacionamento abusivo e que “após diversas tentativas de rompimento por telefone e cartas negadas por ele (e possíveis ameaças), ela resolveu por um fim nisso pessoalmente (achou que estaria segura, pois ele estava preso. Então ele poderia lhe fazer mal).”
Segundo a prima, Talita deixou três filhos pequenos. Nenhum deles é fruto do relacionamento do Brasileiro.
Em depoimento preliminar à polícia, Brasileiro disse que a vítima havia ido ao presídio para avisá-lo do fim do relacionamento. “Estava acabando o relacionamento, pois na noite anteior saiu e conheceu um rapaz, com quem ficou até 5h”. Segundo a polícia, ele teria diso que teve “um momento de ira” e foi avisar o “faxina” (preso de bom comportamento que é escalado para fazer a limpeza de algumas alas do presídio).
Em nota, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que “o preso foi isolado e, perguntado sobre o fato, informou que a matou porque ela iria deixá-lo para ficar com outro.”
Ainda segundo a SAP, “todos os visitantes deixaram a unidade prisional, a qual já encontrava-se totalmente trancada e a cela onde ocorreu o crime preservada.”
O delegado de plantão foi chamado para registrar o caso. A SAP informou ainda que vai pedir à Justiça a internação do preso no Regime Disciplinar Diferenciado. A SAP não informou se irá instaurar processo administrativo para avaliar possível falha dos agentes penitenciários no caso.
Fonte: G1/SP  

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